O Candeeiro

by Michael W.

Entraram, e apesar da grande mancha iluminada no centro da sala, não resistiram olhar primeiro para cima. Não havia candeeiro de tecto, e isto, para olhos pouco habituados à parca natureza da minha casa, sujeita-me ao escrutínio íntimo de cada um dos convidados. Tinha-me esquecido completamente do tecto… Continuar a ler

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Aneto Wines

by Michael W.

Seguíamos velozmente, naquele final de tarde invernal, o carro de Francisco Montenegro, que por vezes desaparecia pelo meio de reflexos ígneos de um sol mortiço para depois emergir no final de uma qualquer curva. Uma vez chegados às portas da quinta do Aneto, um cheiro a terra, levemente perfumado e adocicado, chegava de parte incerta, trazido pelo vento frio que entretanto despertara.

Chamou-nos a atenção uma velha casa imponente, de vista sobre o Rio Douro e o Marão, uma casa que, como tantas outras do género, seria espaço de histórias íntimas por contar. O nosso anfitrião em breve nos levaria a visitá-la, mas não sem primeiro passar pela adega. Mal podíamos adivinhar os aromas que nos acometeriam assim que atravessássemos as portas de vidro que davam acesso à adega. Continuar a ler